Segunda-feira de Carnaval. Feriado. Ruas vazias no meu bairro, graças!, e calor homérico. Ventilador na cara e laptop pegando fogo. Dizem que em países frios as pessoas são frias porque elas pouco se veem. Não dá para se encontrar com outras nas praças, lojas de ruas e etc numa temperatura menor que 0°C. Mas também não dá para sair de casa quando lá fora está 40° C ou mais. Do jeito como vai, futuramente vamos todos ficar trancados em casa, com nossos ventiladores e laptops, frios suando em bicas. Ou então inventarão uma roupa, tipo de astronauta, que tem ar condicionado embutido. It’s so cute.
Para animar um pouco este fim de dia, me peguei ouvindo uma interpretação de música clássica, que alguém postou no Twitter O.o. Bom demais, eu deveria tentar mais músicas do gênero. Postei no Buzz, aquele novo serviço gentilmente “cedido” pelo Google no Gmail. Meu cunhado me segue por lá, preciso manter minha fama de velha com ele. Enfim, isto não tem relevância, só uma tentativa de irritá-lo. Ele se irrita com meus costumes (beber chá e café) e gostos (existir Beatles, The Who, Neil Young no meu mp3). E também por causa dos filmes que vejo.
Falando em filme, sábado vi Vicky, Cristina, Barcelona, do Woody Allen. Definitivamente, este é um filme feito para homens. E só. Não há um grande romance, para ser de menininha. Nem há aventuras para crianças. Há só os dois beijos entre a louca Maria Helena (Penélope Cruz) e a “não sei o que quero, só sei o que não quero” Cristina (Scarlett Johansson). O que, portanto, o transforma em filme para homens. Haha, sim, generalização detected. Se não fosse isso seria um filme sobre o nada. Existem histórias salpicadas, sem muita ligação uma com a outra. O tal do estilo do Woody, não gosto. Troll detected também? Mas vale dizer que a trilha sonora é ótima.
Outro filme que vi foi Educação (An Education). Concorre ao Oscar 2010 como Melhor Filme, Melhor Atriz (Carey Mulligan) e Melhor Roteiro Adaptado. Não acredito que leve como melhor filme. Talvez a Mulligan leve o Oscar, ela trabalhou muito bem. Sobre o enredo, bem, quem já viu O Sorriso do Monalisa vai ver o outro lado do problema abordado no filme com a Pretty Woman. Conta a história de uma adolescente criada para ser uma mulher culta, em Londres, na década de 60 . Ela de fato gostaria desta vida, mas queria também “ouvir, falar e fazer o que quer, e não se vestir igual às universitárias*.” É um drama leve, recomendável. No filme, a mocinha fala de dois escritores que gosto muito: C.S. Lewis e Albert Camus. Eles não são importantes na história (talvez um seja), mas foi bom terem sidos citados. Tipo: “olha, eu conheço estes livros e estes caras...” Bobeira minha.
Tá bom, vou parar de fazer disto aqui meu diário de carnaval. Já tá bem grandinho o texto. Hasta!
*A Geisy, aquela do vestido vermelho, não existia na época, né?