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1 de agosto de 2011

Mais um ano? pra que?

1 de agosto de 2011 2
Imagine se você possuísse apenas mais um ano de vida. o que você faria neste tempo que o resta com a condição que você, e apenas você, soubesse e pudesse saber desta informação?

Faria algo inconsequente, uma maluquice, viagens planejadas e nunca concretizadas, teria um filho ou qualquer outra coisa que hoje não faria ou que acha muito cedo?

Imagine o mundo que o cerca caso você nunca houvesse existido, seus pais teriam um filho a menos, seus amigos nunca o teriam conhecido. Qual a diferença que você causou no mundo que o cerca neste exato momento? Faria algo para mudar isso, se sim por quê?

A vida tem o sentido que nós damos a ela, creio que esta sirva para ser plena e realizar mudanças nas que o cercam, da mesma forma que estas existem para mudar e influenciar a sua. Se seu pensamento também é esse, que tipo de mudança você voluntariamente tenta realizar na vida dos que o cerca?

Vou parar de perguntar para que vocês possam responder.

Até a próxima.

26 de dezembro de 2009

Calma, rapaz

26 de dezembro de 2009 1
Ontem eu deveria ter passado aqui para falar qualquer coisa sem ser sobre o Natal. Mas, num ano atípico, tive o que fazer no dia 25 de dezembro: ir à praia. Não foi lá um passeio dos sonhos, mas foi legal para distrair. Não tinha muita gente e ouvir o mar é um tanto calmante. Clichê.
Falando em clichê, este ano fiz algo bem do gênero. Peguei um livrinho que fala sobre Natal e Ano Novo do Carlos Drummond de Andrade para ler. Se chama "Receita de Ano Novo". Quis mudar minha rotina de fim de ano e teve um resultado até legal. O livro tem um trecho que gostei bastante. Vou mostrar para vocês:
Cheguei ao ponto construtivo destas considerações. João Brandão, que às vezes é modelo de sabedoria relativa (a absoluta consiste em deixar a fantasia agir), contou-me que todo ano recebe um cartão nestes termos: "CALMA, RAPAZ."
"E quem é que te manda este cartão?", perguntei-lhe. "Eu mesmo. Entro na fila, compro o selo, boto na caixa. Porque se eu não fizer isto, ninguém o fará por mim. Ao receber a mensagem, considero-a mandada por amigo vigilante e discreto, e faço fé na recomendação, que eu não saberia impor, diante do espelho." Pausa e continuação: "Tem me ajudado muito. Você já reparou que ninguém deseja calma a ninguém, na época de desejar coisas? Deseja-se prosperidade, paz, amor, isso e aquilo ('tudo de bom pra você'), mas todos se esquecem de desejar calma para saborear esse tudo de bom, se por milagre ele acontecer, e principalmente o nada de bom, que às vezes acontece no lugar dele. Como você está vendo, não chega a ser um voto que eu dirijo a mim próprio, pelo correio. É uma vacina."
Vacinemo-nos, amigos.


Então é isso, pessoas. Vacinemo-nos de calma.
 
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