18 de setembro de 2009

Perdida sem as digievoluções

18 de setembro de 2009

Dizem que as grandes evoluções tecnológicas partem das guerras ou são feitas para elas. Como, por exemplo, as armas de fogo de defesa ou ataque, a telefonia, computação, aviação, a Internet etc. Mesmo que a motivação da tecnologia não tenha lá sido pacífica, quase sempre nos beneficiamos também; essas ferramentas acabam se tornando necessidade no dia a dia. Até as armas, ironicamente .


Dentre essas tecnologias citadas acima, destaco duas: o computador e a Internet. Minha mãe diz que eu não respiro pelo nariz ou boca, mas sim pelo uso do pc. E, naturalmente, acabo me rendendo demais à dependência da máquina. Igualzinha aos humanos no filme Wall-e. E confesso que eu bem que queria o carrinho que eles usavam... mas não pode, né?


Voltando... Duas situações me fizeram rir esses dias desta minha vida sedentária e dependente das máquinas. A primeira sucedeu quando estava buscando um trecho de um livro. Eu sabia as palavras que compunham a parte que queria, mas não sabia a página certa. Desejei fortemente, como nunca antes, na capa do livro uma caixa de pesquisa, que do lado teria a linda imagem de uma lupa. Como facilitaria minha vida! Mas não tinha. Resultado: abandonei a tarefa de procurar página por página o trecho que eu precisava.


A segunda situação também envolveu livros. Estive em uma livraria e me senti uma barata tonta ali dentro. Eu não me achava. Mesmo tendo as etiquetas nas várias seções, simplesmente não conseguia encontrar o que queria. Como desejei novamente uma caixa de pesquisa! Claro que eu poderia ter pedido ajuda a algum atendente. Só que minha natureza altamente sociável me impede deste ato (humanos de Wall-e novamente!) E este procedimento me custaria bastante tempo, pois vejamos o seguinte algoritmo (exagerado, por supuesto): 1º procurar um atendente; 2º tentar explicar para ele o que eu estava procurando; 3º ouvir ele falar que não conhece o livro e ficar me perguntando qual meu gosto literário; 4º fazê-lo entender que não quero outro livro (em loop). Prefiro a máquina me dizendo “Livro não encontrado”.


Não tem como negar: as máquinas facilitam, em diversos aspectos, minha vida e a de muita gente. É provável que algumas pessoas fiquem com raiva ou até tristes com relatos como este. Mas, ah, tanto faz! Evoluções trazem prós e contras. Os da antiguidade devem ter sentido saudades de escrever nas paredes quando tiveram acesso ao papel. Também sou nostálgica com algumas coisas, mas não aceitar nunca que elas mudam é perder oportunidades e facilidades. Se vamos chegar até o ponto dos humanos em Wall-e, já não sei. Espero de coração que não! Mas se todos negassem as novas experiências e fizessem bico para o que muda, muitas vezes somente por capricho, este texto não estaria aqui, rs.



***


Depois escrevo um texto contra o exagero do uso das tecnologias da computação. Se bem que isto é difícil para mim, pois sou uma das exageradas...

7 comentários:

Lívia

Meninos, preciso que vocês me digam o padrão da fonte dos textos, hahaha. Não existe aqui para mim a "Fonte Padrão" =S

Flávio Carneiro

Srtª Livinha! a fonte padrão é Georgia.
Eu me enquadro perfeitamente nesse perfil de ávidos por PC. Ficar em casa sem PC ou internet é algo realmente terrível... Bate na madeira :D
Mas como tudo no mundo temos que avaliar se não estamos exagerando, e nos colocar algumas restrições né...
Ps.: Nunca tinha ouvido falar nesse filme, vou procurar para ver :)
BJão. ótimo post.

Rodrigo Mira

Ótimo assunto. Muuuuuito pertinente pra mim. hehehe. Eu tenho travado uma guerra comigo mesmo pra fazer qualquer outra coisa em casa que não seja sentar na maldita cadeira em frente ao pc. Já tenho dores nas costas e tudo. Se por um lado tem gente que diz que nao sabe o que fazer na internet e no pc, porque não vê muita coisa interessante, eu também digo que não sei o que fazer, mas pelo extremo inverso. rs. Tem tanta coisas boas pra mim na internet, que eu fico sem saber o que fazer, e as vezes faço 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo. Eu já comentei várias vezes que gostaria de ter um "óculos do google" ou coisa parecida rs, assim qualquer dúvida era só colocar os óculos.

Unknown

Em primeiro lugar, vlw pela informação da fonte seu Flávio (eu tb não sabia).

Sobre o post, muito bom Lívia! Não acredito que chegaremos ao ponto dos humanos de Wall-E pois para termos tanta tecnologia teremos de ser inteligentes, coisa que no filme eles não demonstram muito!

Uma coisa engraçada quanto ao fato que citou sobre a livraria, ocorreu exatamente o mesmo comigo, fiquei bastante tempo buscando um livro (no caso, eu sabia o nome dele) mas não quis perguntar a nenhum funcionário. Moral da história, comprei outro livro e fui embora!!

Fabio

Ótimo post Livita! Eu tb sou um dependente das máquinas rs... Primeiro porque trabalho com pc o dia inteiro, e depois porque a vastidão de informações presentes na internet é algo que te prende realmente. Eu mesmo já passei horas lendo sobre algo interessante, que tinha o link pra outro algo interessante, e depois pra outro... e por aí vai. rs
Mas é fato que pelo menos tentar equilibrar essa dependência também é algo que cabe a nós. hehe
abs! o/

Lívia

Valeu, Flavito. Consegui arrumar o post. Mas ele só está normal na página principal, haha.

É, tem que ter equilíbrio, como pra tudo na vida. O difícil é conseguir isso. É uma chatice que só =P.

Portella, acho que se tivermos todo o suporte que nos dá total conforto no viver, ficaremos descansados e não vamos querer mais "pensar". As evoluções vêm da necessidade. No momento onde não há mais necessidade, não há mais movimento. No entanto, concordo com vc de que não chegaremos no ponto do filme, pois acredito que não deixaremos de correr atrás de necessidades, sejam elas realmente necessárias ou não.

Rodrigo, eu também tinha muitas dores nas costas. Então juntei um dinheirinho e investi numa cadeira adequada. Você pensa que não, mas a forma como se senta e o tipo da cadeira influencia muito. Hoje só sinto dores se fico muito tempo (tipo umas 15h) na frente do pc.

Gracias, niños! []'s

Raquel

Ótimo post Livinha :)
Cara, acho que é quase impossivel não se identificar com as pessoas de wall-e se vc aderiu a toda essa evolução tecnologica.
É inevitável, levando em consideração as vantagens, a facilidade e etc etc.
E como vc disse todo avanço sempre virá com seus prós e contras.
Eu sou uma adépta as Maquinas, mas, as vezes, eu sinto uma vontade enorme de escrever uma carta. O que eu acho que trás um certo equilíbrio, não quero ficar igual aos gordinhos do filme. :P
Beijos.

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Puxa uma cadeira... Senta aí, fica a vontade! o/

 
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