1 de agosto de 2011

Mais um ano? pra que?

1 de agosto de 2011 2
Imagine se você possuísse apenas mais um ano de vida. o que você faria neste tempo que o resta com a condição que você, e apenas você, soubesse e pudesse saber desta informação?

Faria algo inconsequente, uma maluquice, viagens planejadas e nunca concretizadas, teria um filho ou qualquer outra coisa que hoje não faria ou que acha muito cedo?

Imagine o mundo que o cerca caso você nunca houvesse existido, seus pais teriam um filho a menos, seus amigos nunca o teriam conhecido. Qual a diferença que você causou no mundo que o cerca neste exato momento? Faria algo para mudar isso, se sim por quê?

A vida tem o sentido que nós damos a ela, creio que esta sirva para ser plena e realizar mudanças nas que o cercam, da mesma forma que estas existem para mudar e influenciar a sua. Se seu pensamento também é esse, que tipo de mudança você voluntariamente tenta realizar na vida dos que o cerca?

Vou parar de perguntar para que vocês possam responder.

Até a próxima.

14 de julho de 2011

Vamos

14 de julho de 2011 2
Alguns acham que só vamos quando temos que ir, mas quando os outros vão e não sabemos que estão indo, fica parecendo que faltou a despedida. Ficamos chateados, pois nos lembramos daquele dia onde queria dizer algo para a pessoa e acabamos não falando ou daquele outro dia que ficamos rindo de alguma coisa sem sentido que não se repetirá mais.

Saber que não mais irá abraçar aquela pessoa, discutir com ela, dizer que "vamos marcar" e não marcamos. São coisas que estão ligadas a proibição que nos limita, ao mesmo tempo nos lembra de que um dia nós teremos que ir, talvez também sem se despedir e o que foi dito, o que foi feito até este momento foi o suficiente? (acho que nunca será) O que nos motiva sem ser a habitual busca pela satisfação pessoal e para que?

Alguns sabem para onde vão (como se fosse possível saber), outros acham que sabem e mais alguns tem pavor só de pensar em ir. Mas só o que temos certeza é que, se estou aqui lendo isso é que ainda não fui, mas estou a caminho.

Levamos nosso dia-a-dia sem pensar muito nisso, ou planejando quando iremos plantar nossa arvore, escrever nosso livro e ter nossos filhos. Tento a todo dia regar minhas arvores (entenda a arvore como quiser). Escrevendo eu estou neste momento (para mim já conta como o livro) já o filho vamos deixar mais pra frente um pouco.

Posso fazer, hoje ou amanhã, algo que penso que sirva para preparar minha despedida, falsa ilusão, mesmo um aceno de adeus bem preparado deixa, no mínimo, uma saudade no coração de quem fica.

27 de junho de 2011

O que lhe deixaria realizado?

27 de junho de 2011 0

A cada dia que acordamos, somos uma pessoa diferente. É isso que eu acho. Pelo menos é isso que acontece comigo hoje.

Às vezes tenho a pretensão de dominar o globo de acordo com minhas vontades (tenho um globo terrestre sobre uma mão em cima da minha mesa) e as vezes basta um fim de semana na praia que já me sinto realizado. Mas o que mais me aflige é a dúvida de saber se estou ou não sendo o melhor que posso ser.

Adoro história, e o que sempre me pergunto é: "O que nos difere dos grandes nomes da história a não ser nossos valores e principalmente as atitudes que tomamos." e a resposta é a vontade de realizar o que se deseja que seja feito.

Não conheço tanta gente assim, nem sou tão popular quanto gostaria de ser. Mas observando todos que me cercam, tento sempre entender porque algumas pessoas são mais realizadas que outras, mesmo os que não sabem disso. E nesses casos consigo ver que a principal característica em comum entre essas pessoas é saber que estão fazendo o melhor que cada um deles pode ser.

Conheço um varredor de ruas extremamente satisfeito, que consegue ao final de um dia de trabalho, olhar para traz e ter a certeza que realizou o melhor que podia fazer, e isso o satisfaz. Tenho um primo que diz que seria imensamente infeliz se tivesse que entrar em um escritório para trabalhar todos os dias, mesmo que ganhasse o dobro do salario que ganha realizando entregas num pequeno caminhão, mas principalmente hoje entendo que aquilo que me satisfaz talvez fosse uma derrota para qualquer um deles.

Às vezes digo que a ignorância é uma benção, frase feita eu sei, mas eu já a repeti muitas vezes por achar que talvez, ter uma visão um pouco mais limitada de mundo, me daria um conforto muito maior. Pois saber que existe a possibilidade de ter o poder, inerente a cada pessoa no mundo, de alterar a sua realidade e a dos que os cercam, transformando esta realidade em algo que julga ser melhor e não realizar esta transformação seja frustrante.

Entendo hoje que esta minha frustração não seja compartilhada com a maioria das pessoas, e não sei se muitos sequer compreendem isto que estou querendo dizer, mas gostaria de saber se alguém sente dentro de si esse tipo de frustração, talvez minando essa vontade de realizar o que se deseja, pelas dificuldades impostas pela vida ou apenas abrandadas até acordar amanhã e achar que minha realização é só passar mais um fim de semana na praia.

27 de janeiro de 2011

Homenagem aos amigos

27 de janeiro de 2011 3
Ontem foi minha "formatura" na universidade, eu fiquei responsável pela homenagem aos amigos, fiz questão de participar dessa parte da cerimônia.

Vou falar muito não, vim só deixar registrado aqui minhas palavras e agradecimento a todos que puderam ir e aos que não puderam também.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."(Fernando Pessoa)

Essa frase de Fernando Pessoa retrata bem o importante momento pelo qual estamos passando. Momento este que representa um marco da longa e sinuosa jornada de nossas vidas.

Neste grande prédio de concreto, passamos um inesquecível trecho de nossa existência, trecho que consumiu de nós tempo, energia e vitalidade, e em troca nos deu conhecimento, sabedoria e uma vivência, que dificilmente encontraremos igual em outro período de nossas vidas. 

Trouxe também amigos que jamais esqueceremos que nos ajudaram e foram ajudados, que sabem, tão bem quanto nós, as dificuldades pelas quais passamos e que pessoas que não tiveram a oportunidade de vivenciar esta realidade desconhecem.

Nestas salas aprendemos a ouvir. Grandes mestres nos ensinaram a exatidão inexata desta ciência da informação, agora, estes mesmos professores, que certamente nunca negarão ajuda aos seus antes discípulos, e agora companheiros de profissão, torcem pelo nosso sucesso.

Aos que já se apresentavam desde antes deste período ou de fora deste mundo, presos a nós pelo fabuloso elo da amizade, agradecemos a compreensão pelos momentos de ausência que o estudo nos impele, o incentivo e força que nos ajudaram a chegar até aqui, talvez um pouco bambas, mas sem nunca fraquejar, entendendo nossas ausências nas festas ou nos dando cobertura no trabalho naquele dia de prova.

Tomarei para nós agora, as palavras de um grande poeta que sabe descrever em versos, o que sentimos por nossos amigos e que talvez nunca tivessem ouvido:

"Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos.
A gente não faz amigos, reconhece-os." (Vinicius de Moraes)

E após as fantásticas palavras de Vinicius de Moraes, espero que tenham conseguido sentir, dentro de cada um de vocês, tudo aquilo que representam, pois se estão nestas cadeiras hoje, de frente para nós, isso só pode significar que um pedacinho deste canudo tão almejado, é também de vocês.
Que o céu seja o limite do nosso sucesso, que vocês saibam que são parte integrante de nós e que nossas amizades tendam ao infinito."

Obrigado

9 de novembro de 2010

Enem, Retrato da educação

9 de novembro de 2010 2
Mais uma vez.
Provavelmente o Governo Federal deve estar querendo ganhar experiência rápida na aplicação de provas, pois realizar quatro aplicações em 2 anos é um super intensivão.

Errados somos nós em esperar que fosse feito algo realmente preocupado com a educação. Número grande de questões, prova cansativa, cartões resposta defeituosos.

Mesmo o MEC afirmando que o número de provas problemáticas foi "pequeno", que, inclusive, é a opinião de algumas das pessoas que me rodeiam, eu venho ressaltar que temos algumas instituições com grande tradição de aplicação de provas onde esse tipo de evento é nulo, ou tão próximo disso que chega a ser irrelevante. Pegando proporcionalmente, caso os números estejam corretos, para a prova do Enem houve um total de 4.611.441 de inscritos e 21 mil cartões respostas defeituosos, o que representa, aproximadamente, 0,46% das provas aplicadas. Alguns dizem que, para algo desse tamanho, seria um número aceitável. Eu digo que não, pois institutos com tradição contendo um número significativo de inscritos apresentam erro desse tipo próximo de zero, como o da Fuvest, com 138.242 inscritos, ou a UFRJ, 73 mil inscritos em 2009.

Ao meu ver, pior que o erro, é a aceitação do fato que na aplicação de um teste em escala nacional, se admita um erro dessa proporção, tendo sua realização anterior caído em escândalos de vazamento de provas (2 vezes!).

Esta postagem precede uma série sobre educação que estou preparando.

Você também acha que esse incidente é algo irrelevante perante a magnitude do todo, ou, como eu, acha que é apenas reflexo natural do desprezo que o os governantes possuem com a questão da educação?

Até a próxima.
 
◄Design by Pocket, BlogBulk Blogger Templates
st