21 de novembro de 2009

Livros - Os substitutos

21 de novembro de 2009
"Pai, acorda. O que acontece no resto da história?"

Estes dias estive pensando no que me fez ter o hábito da leitura. Meus pais não foram. Não são de ler. Eles sempre falavam que leitura era importante, quem ler sabe mais (repetição do que ouviam em algum lugar). Mas raramente compravam livros para meus irmão e para mim. Compravam, às vezes, gibis. E só.

No entanto, meu pai sempre nos contou história quando éramos pequenos. Todas as noites ele ia para nosso quarto, deitava junto com meu irmão e contava histórias geralmente bíblicas. Nós ficávamos vidrados, lutando para não dormir. Ele que dormia e a gente o acordava e tínhamos sempre que ficar lembrando onde ele parou. Era natural que a história ficasse sem pé nem cabeça. Nós adorávamos mesmo assim.

Crescemos e as histórias noturnas acabaram. Como tinha que ser. Mas nunca pude esquecer como era bom imaginar cenas em minha mente. Como eu sentia falta daquilo. Obviamente, não admitia que sentia falta do meu pai contando a história para a gente. Que bobinha em não assumir! Mas, de qualquer forma, precisava de algo que substituísse o contacuentos que fora meu pai.

Os livros se apresentaram para mim neste momento. Encontrei neles o que eu precisava. Algo que me contasse coisas para eu imaginar. Diferente da TV, ela já tem tudo pronto. Eu queria poder criar, nem que fosse só na minha cabeça. Colocar minhas cores e meus rostos numa história. Pena que os livros sempre foram caros e passei minha adolescência toda sem dinheiro para comprá-los. Na época da faculdade melhorou. Fui bolsista e pude comprar alguns. E hoje, quase todo mês aparecem pelo menos dois livros novos na estante.

Muito provavelmente sem saber, meu pai me influenciou à leitura. Não foi nada explícito e talvez não seja uma forma muito efetiva de incentivo (só eu, dos quatro filhos, sou dada à leitura. Um dos meus irmãos lê uns dois livros por ano. Os outros só veem TV). De qualquer maneira, foi fundamental para atiçar meu poder imaginativo. Caso contrário, dificilmente eu teria essa ligação com os livros. Eles foram "os substitutos" por um momento, é claro. Só que hoje eu não os substituiria por outro tipo de entretenimento.

E vocês, se gostam de ler, o que os incentivou pelo gosto?
Ah, e quem fizer parte da rede social Skoob (bookS, rs. E sem piadinha do "Scooby-doo" =), se quiser pode me adicionar. Gosto de saber o que as pessoas andam lendo.

3 comentários:

Rodrigo Mira

eu gostei do Skoob, legal. Dentro em breve faço meu cadastro la.
Eu sou igual seu irmão que lê dois livros por ano.
rs
Esse ano eu ja li 2. será q da tempo de ler mais um? rsrsrs

Rodrigo Mira

faltou meu pai contar histórias pra mim. Ele me ensinou mais pelo lado futebolistico mesmo. rs

Anônimo

ah, que legal que mesmo que subjetivamente seu pai te incentivou! acho que os incentivadores da leitura sempre merecem mérito... rs.

no meu caso não foi bem assim. minha mãe e minhas tias sempre gostaram muito de ler, então sempre me incentivaram e aos meus irmãos. lembro que davam livros de presente pra gente. principalmente depois que começamos a ler. eu, por ter aprendido a ler sozinha, talvez tenha sido um pouco mais incentivada. e adooooro livros. é incrível o poder que eles têm de mudar algumas coisas nas nossas vidas. eu choro, dou risada, me emociono, me divirto, viajo (muito e pra muitos lugares!) por meio dos livros. isso é lindo... rs.

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