Infelizmente, ou não, na vida de cada pessoa muitas vezes não são implantadas metodologias que as auxiliem nas suas escolhas. Digo “ou não” pois as incertezas e até mesmo o medo são necessários para o nosso desenvolvimento. Temos que aprender a errar, a dizer “sim” e “não”. Isto não é nada fácil. Em geral, queremos sempre acertar, sempre nos sair bem em nossas atividades, ser os melhores. Evitar decepções tanto dos outros quanto de nós mesmos. Mas esta é uma carga tão grande. E imensamente pesada. Fatalmente impossível. Frustrante que dentre todas nossas escolhas, até as mesmas mais pensadas, muitas não dão certo.
No entanto, há o outro lado. Uma amiga minha fala que quando escolhe algo é preferível pensar que a situação resultante será ruim. O que vier de bom é lucro. Esta é uma visão muito pessimista a meu ver. Pesada também. E como consequência temos aquilo que se chama por aí de “sofrimento por antecedência”.
Há alguma solução? Acredito que temos que saber viver com as incertezas. E que como as decisões podem ser as melhores também podem ser as piores. O que é igualmente difícil. Como viver assim? Algumas pessoas falam que este tipo de pensamento faz a insegurança tomar conta de você. O que em certo ponto é verdade. Nunca é fácil. Então ficamos sem saída? Talvez, mas é preciso tomar uma decisão de qual caminho seguir. Eu prefiro tentar aprender com as incertezas, torcer para que a decisão dê certo e não ignorar o possível erro.
Uma coisa é certa: até as fórmulas matemáticas são falhas, neste aspecto das incertezas. Elas não sabem o futuro, só o estimam. E esta variável, que representa o tal do futuro, é muito imprevisível.
4 comentários:
Oi Livia, particularmente, com o perdão dos meus colegas, esse é o melhor post até agora(inclusive comparando com os meus rs) Acho que foi porque eu fiquei um tempão pensando depois que li.
Outro dia vi uma entrevista onde o entrevistado quando perguntando sobre seus modo de planejar a vida, respondeu: acho q a vida deve ser 17% planejamento e o resto sem planejar... pq as melhores coisas da vida acontecem sem planejamento.
Fiquei pensando tb sobre "Infelizmente, ou não, na vida de cada pessoa muitas vezes não implantamos metodologias que nos auxiliem nas nossas escolhas"
Não quero nem adicionar nada. Porque ainda continuo pensando rs.
Ah, obrigada Rodrigo! rs Que bom que o texto lhe fez refletir. Acho que é uma boa questão. E este foi um texto desabafo, rs. Ah, e concordo com este cara da entrevista.
Tem mais coisas que podem ser ditas: a questão da vida no estilo Zeca Pagodinho "Deixa a vida me levar", a relação de Deus nas nossas decisões... Eu acho super difícil.
Se chegar numa conclusão, compartilhe conosco =)
[]'s
Oi Livinha, gostei muito do seu post e me fez pensar em algumas coisinhas.
Uma delas é que uma das diferenças entre o ser humano e os outros seres vivos é que somos os únicos que possuem a capacidade de prever atitudes e consequências quando realizamos alguma coisa. Nesse caso, prever não significa acertar, mas sim pressupor, examinar, estudar, calcular. Conscientes ou não disso, qualquer ato nosso está alicerçado nessa ideia quando fazemos uma escolha. Essas escolhas são feitas por alguma motivação, mesmo que essa motivação não seja a adequada ou tenha uma consequência diferente da que esperamos, ela existiu num momento anterior ao nosso ato. Quando digo “consciente ou não”, me refiro que algumas vezes as escolhas/atos/comportamentos são incansavelmente calculados, analisados, repassados mentalmente e outras vezes eles simplesmente acontecem visando uma satisfação interna (por exemplo, agir de determinada forma me deixará feliz, e essa sensação de felicidade será a motivação futura para que eu escolha agir assim numa próxima oportunidade), mas isso não quer dizer que eu preciso pensar em todas as etapas, eu inconscientemente faço! O próprio fato de você parar, pensar e escrever esse post demonstra isso. O desabafo visa a satisfação. Colocar pra fora o que estamos sentindo ou pensando em relação a algo nos alivia, satisfaz. Mas você não pensou em todo esse caminho quando resolveu escrever, certo? Aliás, a satisfação é um dos objetivos básicos do ser humano.
Então, falando em motivação, satisfação e escolhas, faço a seguinte pergunta: O que motiva uma pessoa a escolher viver a vida sem planejar e sair satisfeita disso? Será que a pessoa é motivada por esse caminho, pois já saiu insatisfeita de outras escolhas planejadas que fez e não soube trabalhar sua frustração? Será que as pessoas que têm essa filosofia de vida a aplicam em tudo ou só em determinadas áreas? E por que nessas áreas? São apenas questionamentos, não acusações. Como diz o comercial do Canal Futura: “não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas!”
Penso que não precisamos planejar milimetricamente cada passo que daremos, cada etapa da nossa vida, mas vejo com bons olhos a poesia de sonhar acordado, de fazer planos para o futuro, pois são esses sonhos e planos que nos direcionarão e motivarão para que alcancemos algo. A concretização das etapas rumo aos sonhos nos satisfarão e nos impulsionarão a novas escolhas. E sempre penso que, se em algum momento, algo deu errado, a frustração é momentânea (deve ser!!) e usada para a aprendizagem, para conhecer nossos limites e traçar novos planos! Içami Tiba diz que a melhor forma de educar filhos é frustrando-os!! A frustração tem um papel importantíssimo na formação do caráter e no amadurecimento. Aquele que tem tudo e se dá bem em tudo, não dá valor ao que tem!
Então, eu ia comentar sobre Deus e escolhas, mas fica pra próxima, esse meu comentário ficou gigante!!
Bjãoooooooo....boas escolhas pra vc!
Nadia! Obrigada por comentar o textinho, rs.
Concordo que as frustrações nos ensinam bastante. E coloquei isto no texto. Pois o problema que vejo, neste caso, não é o resultado, mas sim toda a espectativa que se coloca nela. A frustração vai vir ou não, mas se vc já pensar que ela pode vir, vai estar mais preparada. Mas vc está certa, não gosto de sonhos, rs.
Como eu disse, os caminhos que citei têm seus problemas. E acho que uns mais que outros. Cabe cada um escolher. Tenho uma forma de pensar menos positiva? Sim! Mas isso não quer dizer que eu não queira que a decisão dê certo. Quero é me preparar também para o que der errado. Entende? E aí sigo até um pouco o deixa estar, quero tentar não fazer suposições boas ou ruins. E é tentar mesmo, é difícil.
[]'s
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