9 de novembro de 2010

Enem, Retrato da educação

9 de novembro de 2010
Mais uma vez.
Provavelmente o Governo Federal deve estar querendo ganhar experiência rápida na aplicação de provas, pois realizar quatro aplicações em 2 anos é um super intensivão.

Errados somos nós em esperar que fosse feito algo realmente preocupado com a educação. Número grande de questões, prova cansativa, cartões resposta defeituosos.

Mesmo o MEC afirmando que o número de provas problemáticas foi "pequeno", que, inclusive, é a opinião de algumas das pessoas que me rodeiam, eu venho ressaltar que temos algumas instituições com grande tradição de aplicação de provas onde esse tipo de evento é nulo, ou tão próximo disso que chega a ser irrelevante. Pegando proporcionalmente, caso os números estejam corretos, para a prova do Enem houve um total de 4.611.441 de inscritos e 21 mil cartões respostas defeituosos, o que representa, aproximadamente, 0,46% das provas aplicadas. Alguns dizem que, para algo desse tamanho, seria um número aceitável. Eu digo que não, pois institutos com tradição contendo um número significativo de inscritos apresentam erro desse tipo próximo de zero, como o da Fuvest, com 138.242 inscritos, ou a UFRJ, 73 mil inscritos em 2009.

Ao meu ver, pior que o erro, é a aceitação do fato que na aplicação de um teste em escala nacional, se admita um erro dessa proporção, tendo sua realização anterior caído em escândalos de vazamento de provas (2 vezes!).

Esta postagem precede uma série sobre educação que estou preparando.

Você também acha que esse incidente é algo irrelevante perante a magnitude do todo, ou, como eu, acha que é apenas reflexo natural do desprezo que o os governantes possuem com a questão da educação?

Até a próxima.

2 comentários:

Portella

Pois é Flávio, se for pegar o percentual de provas contendo erros, este valor é praticamente insignificante, mas concordo contigo em dizer que, mesmo esta quantidade, não é algo aceitável.
Minha opinião pessoal não diverge da tua e penso também que o maior problema é o descaso, não só com a educação, mas com o povo brasileiro.
O governo mostrou pelo segundo ano consecutivo a incapacidade de aplicar uma prova de nível nacional e o total desinteresse em avaliar os estudantes que hoje concorrem a uma vaga nas universidades brasileiras.

Luiza Martins

Concordo com vc Flávio, com certeza há um grande descaso dos governantes com a educação. E o pior, como o colega ai disse, não só com a educação, mas também com várias outras coisas. Isso é muito triste :(

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