18 de outubro de 2010

Metamorfose Ambulante

18 de outubro de 2010
Não sei vocês, mas eu gosto de perceber mudanças de pensamentos e comportamentos em mim. Obviamente que nem todas as mudanças me agradam, mas acredito que assim estou trilhando um caminho de ter uma forma menos radical de se pensar. E uma coisa que sou é radical. Por isso, enfrentar as diferenças, um exercício doloroso, é quase que uma automutilação necessária para chegar em um fim: sempre renovar conceitos.
Isso pode ser visto como algo ruim. Seres inconstantes assustam justamente por nunca se saber como são. Mas rever conceitos não traz só inconstâncias, traz também certeza de que nossas certezas são realmente frágeis. Um paradoxo, eu sei. E é o que dá graça à brincadeira.
Exemplo: ontem vi um filme (esqueci o nome, para variar) de um terrorista que ameaçava os EUA. Mais um comercial pró-guerra americana, foi o que eu pensei. E nem era. No decorrer do filme foram levantadas algumas questões como: "Até que ponto podemos ir para defender aquilo que achamos certo?", "Vale destruir sempre o mais fraco para que a maioria se salve?" ou "E quando somos aquilo que criticamos?" Mas o interessante foi observar o que estava fora do filme: seus espectadores. Dois amigos assistiam também e torciam para que a população da tal cidade americana fosse salva. Com isso acabaram concordando com os meios nada ortodoxos que a polícia propunha para esse salvamento. Estava claro que, em outro contexto, eles não concordariam com as atrocidades cometidas pela polícia. E isto quer dizer adaptação de conceitos.
Independente do certo ou do errado (nem quero falar do enredo do filme), me parece que "cada caso é um caso" não pode ser desprezado. Vamos fazer coisas, conscientes ou não, que não orgulhariam nossa mãe, mas que foram necessárias. E vamos enfrentar as consequências de qualquer jeito mesmo, fazendo algo ou ficando parado. Não dá para se prender sempre naquilo que achamos o correto, pois nem sempre é aplicável... Se bem que isso é relativo, né? Mas o que não é?


No próximo post meu prometo não escrever essas coisas estranhas, rs.

2 comentários:

Flávio Carneiro

Hã?
Muito Raul isso ae...
"Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Todos nós somos seres sociais e como tal, modificadores e modificados do meio em que vivemos.
O certo e o errado como tudo é relativo, mas o mais comumente aceito como certo não, e em geral utilizamos isso para muitas coisas, como leis e valores morais (para os que tem né).
Louco o post, mas maneiro ;)

Lívia

Ahh, não vou postar mais essas coisas não, rs. =P

Sim, existem as regras da moral e ética, como as leis tb (que não necessariamente possuem moral e ética), mas que são facilmente quebradas em alguns contextos. Só é preciso saber quando elas devem ser quebradas.

Obrigada pelo comentário ;)

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