1 de maio de 2010

Mundo Imaginário

1 de maio de 2010
Uma situação qualquer. Uma visão imaginária do que significa tudo aquilo. Até que um dia alguém lhe mostra a realidade, ela é bem diferente de como era vista por você. Se isso acontecer, sorte a sua. Pois se for você quem se der conta que tudo o que pensou era imaginação, então entrará num terrível dilema: qual é a verdade, a que eu quero ou a que eu não quero? Já que se você teve a imaginação boa, pode muito bem imaginar o ruim. Só que, por experiência própria, geralmente a realidade é aquela que você não quer e a imaginação ruim ganha proporções magistrais.
Talvez a conclusão que cheguei seja bastante pessimista. Não!, é pessimista sim. E realista, uma vez que sei de minha tendência em querer sempre o melhor. E quando caio em mim é como se tivesse levado uma pedrada nas costas. A pedra, não sei quem atirou, só sei que vai doer e ficar roxo por um tempo. Black and blue.
A partir deste ponto, fico a pensar se não seria melhor eu ficar só na imaginação boa. Não seria não. Há tempo para tudo. O momento da imaginação boa foi preciso, mesmo que isso seja bastante traiçoeiro. Mas preciso da ruim, assim como da boa, ela também deve existir em um momento. O benefício é me lembrar que não posso moldar o mundo a partir de minhas vontades, as quais são por diversas vezes etéreas. Sim, a constância não é meu forte.
Pode parecer que gosto da imaginação ruim. Definitivamente não! A detesto, é um remédio amargo que me faz vomitar. Gosto da boa. E por isso admiro as crianças. Elas são, em geral, mais felizes. Só vão se dar conta da imaginação ruim na adolescência. E não é que elas vivam enganadas, é que a realidade pouco importa. Entendem o porquê das crianças não suportarem remédios?
E o que fazer eu não sei. Tenho que acostumar com as duas imaginações. Um ser híbrido que vive na realidade e sabe sonhar. Imaginações boas e ruins, ou as duas coisas ao mesmo tempo, farão parte do cotidiano e me lembrarão de que ainda respiro.
Bom, para finalizar toda essa lenga lenga, uma tirinha da Enriqueta, a personagem do Liniers mais imaginativa de todas.

1 comentários:

Sarah

O ruim de um mundo imaginário é que ele geralmente é melhor que o real. E a gente não sente vontade de sair dele... O que fazer? Eu não sei também. To na sua situação. rs.

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